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Violeta Parra

Violeta Parra

Adriana Mezzadri, cantora peruana-brasileira interpreta música da chilena Violeta Parra

Gracias a la vida

Mercedes Sosa, cantora argentina que faleceu hoje, também interpreta Violeta Parra

Gracias a la vida

Da Suécia com amor para os haters

Túnel do Tempo da CA

O Túnel do Tempo da CA resgata do cache do Google:

Entrevista Osmar. Uma visão da Rádio Muda

O Roubo

A história do roubo da rádio.1996. Eleições para o DCE. A oposição se concentra na chapa do Pcdo B, contra a chapa da qual Osmar fazia parte, a dos petistas independentes – Identidade. Parte do coletivo da Muda vinha há tempos discutindo a questão da independência em relação ao DCE, assim como grupos como o Cursinho do DCE, localizado na Casa de Cultura do DCE, localizado no centro – A Unicamp pagava um aluguel para o funcionamento desse espaço.

De acordo com Osmar, a chapa de oposição atraiu para seu lado esses grupos que pretendiam a independência com a promessa de que, se ganhassem, concederiam liberdade e desvinculação do Diretório dos Estudantes.

Em plena eleição, provavelmente num sábado, descobre-se que os equipamentos da rádio são roubados. Osmar, que estava viajando, volta na segunda e logo é avisado pelos membros do coletivo que já haviam comparecido à segurança da Unicamp para averiguar a situação. Lá, no escritório do chefe da segurança encontram um documento assinado por Osmar, autorizando o estudante de economia Marcelo Freire a retirar os equipamentos. Porém não se mencionava o destino da aparelhagem. Osmar nega a autoria do documento, afirmando inclusive que o nome completo atribuído à sua pessoa estava errado. Então se encaminha à Delegacia de Polícia de Barão Geraldo para dar parte de roubo dos equipamentos do DCE. Segundo ele, não era possível atribuir o que tinha sido roubado à Rádio Muda, rádio livre, por razões óbvias. De qualquer maneira, os equipamentos estavam no nome do DCE, apesar de no documento deixado na segurança da Unicamp mencionar o nome “Rádio Muda”. É apresentado o documento à polícia, tido por Osmar como falso. É então realizado com ele o exame grafotécnico para investigação da autoria da assinatura, indicando a falsificação da letra. O nome Marcelo Freire é buscado pela polícia e a Unicamp fornece seu endereço. O estudante de economia, que segundo Osmar era anarquista e não participava da rádio, apesar de ter relações de amizade com alguns programadores da Muda, fazia parte da oposição ao DCE. É então indiciado por 3 crimes: roubo; calúnia, falsificação e difamação; e ocultação de roubo. Dois seguranças que estavam no local serviram de testemunha, teriam visto o rapaz retirando a aparelhagem.

Uma semana depois aproximadamente, o funcionário do DCE – Seu Borgi, nota algo estranho no telhado de fora do DCE. Empacotado em plásticos pretos, o equipamento é encontrado. Totalmente danificado pela chuva e pelo sol, ficam inutilizados, inclusive o transmissor . São levados para a polícia como prova do crime e provavelmente se encontra no fórum de campinas como provas dos crimes. A chapa Identidade perde as eleições e Osmar se desliga do DCE, da Muda, baqueado com os acontecimentos. Resolve se concentrar mais no seu curso e vem a ser representante no Conselho Universitário em 1996 e em 1997.

A versão que é vinculada por algumas pessoas é que ele Osmar, ou o DCE, foi quem roubou os equipamentos, numa suposta tentativa de manter a rádio para si, já que havia um movimento de oposição à ligação da rádio com o DCE. Mesmo com o esclarecimento dos fatos e comprovação pelos documentos existentes – como o exame grafo técnico que, inclusive alguns programadores foram até a Delegacia para verificar sua existência – foi conveniente para os estudantes da época, segundo Osmar, que fosse associado a autoria do roubo ao DCE. Afinal, posteriormente, isso serviria de pretexto para definitivamente tirar de seu poderio a rádio e os equipamentos. Uma solução histórica para um conflito histórico. Não se têm notícias do término do processo.

Nos jornais é noticiado o roubo da “Rádio do DCE”, o que causa mais conflitos entre os programadores da Muda e a chapa Identidade, como se a rádio fosse do DCE.

Após as eleições é concedida a” liberdade” à Rádio Muda. E também ao cursinho do DCE, que no final passa a se tornar comercial, desviculando-se do DCE e da administração da Unicamp, que pagava o aluguel durante os primeiros anos. Continua no mesmo espaço, mas agora, autônomo.

A Rádio se organiza e compra nova aparelhagem e funciona até hoje, ano de 2006 no mesmo espaço, dentro da caixa d’água do Ciclo Básico, mas conhecida como Pau do Zefa.

Ao final no caso do cursinho fica a lição de que sem o DCE ou uma comunidade a sua volta o cursinho se transformou, de um projeto social e sem fins lucrativos, em uma empresa comercial ainda que anuncie bolsas e facilidades aos alunos carentes. No caso da muda, a independência do DCE afirmou ainda mais o caráter de radio-livre da muda refletindo de certa maneira as possibilidades e os limites de organização política da comunidade de estudantes da unicamp.

http://bit.ly/h85fI

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